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09/10/2019

A sala e suas múltiplas funções e seduções

Um passeio pelas salas projetadas para a 25ª edição da CASACOR Minas mostra como o morar contemporâneo pode ser traduzido em diferentes leituras

A sala e suas múltiplas funções e seduções


Salão Nobre, por Gustavo Penna, Laura Penna e Tina Barbosa - crédito Jomar Bragança


Salas de estar e de se deleitar. Salas que investem no conforto, que se mostram aconchegantes só de admirá-las. Salas high-tech do chão ao teto. Salas em que o design nacional contemporâneo é a grande estrela ou mesmo as que se propõem a destacar o icônico design modernista brasileiro. Um passeio pelas salas projetadas para a 25ª CASACOR Minas mostra que a diversidade tem forte presença e a tradução do morar contemporâneo tem várias leituras. Em comum, cada uma delas apresenta uma proposta de bem estar, seja em uma hora solo ou em um momento social, apreciando um belo jantar ou em volta da lareira.

Selecionamos alguns desses projetos para que você entenda melhor como os profissionais da arquitetura de interiores, do design e do paisagismo estão pensando essa parte importante das nossas casas e também para apresentar as novidades em revestimentos, texturas, cores e tecnologia, um verdadeiro arsenal com várias opções para um ambiente que, cada vez mais, se torna imprescindível em tempos em que a palavra compartilhar se torna quase uma necessidade.

O Salão Nobre, assinado por Gustavo Penna, Laura Penna e Tina Barbosa, faz parte dos ambientes que compõem a área interna do Palácio das Mangabeiras. Exatamente por ser um dos espaços mais importantes da residência, a proposta dos três arquitetos foi a de utilizar elementos impactantes que reforçassem essa ideia de lugar nobre, sem oferecer a obviedade de um ambiente meramente decorativo. E é exatamente o que ele não é: decorativo.

Assim, um tapete orgânico em um verde sólido abraça os pilares e brinca com os traços modernistas da construção. A releitura contemporânea do muxarabi, trazido pelos portugueses para cá na época do Brasil colônia, além de ocupar o lugar da cortina e controlar a luz natural, se estende pelo teto unindo à função arquitetônica outras utilidades como a de embutir a iluminação e caixas de som. Em respeito ao piso original em peroba, todas as peças de parede foram atirantadas. É o caso de dois amplos espelhos gêmeos que rebatem na parede de fundo, o verde da área externa. Uma única obra de arte foi eleita para o projeto. Presente na também única parede cega, ela vai de parede a parede, do teto ao chão e, além de levar cor para o espaço, faz referência sutil aos grandes painéis da época modernista.

Trata-se de um trabalho feito exclusivamente para o lugar a que se destina, assinado pelo mineiro Fernando Luchesi. A cadeira que se assemelha a uma escada, infinizada no teto pelo efeito de um espelho é uma homenagem ao arquiteto Carico, desenhada por Gustavo Penna. Uma licença poética em meio ao mobiliário, que utiliza somente dois modelos da Vitra, que se repetem em layout solto.



Sala da Lareira, por Carol Horta e Júlia Belisário - crédito: Jomar Bragança_2
Sala da Lareira, por Carol Horta e Júlia Belisário - crédito: Jomar Bragança_2



Também na área interna do palácio, a Sala da Lareira, de Carol Horta e Júlia Belisário buscou para esse espaço tão nobre como o salão que o precede, uma composição personalíssima, com peças dos gigantes do design brasileiro, capazes de oferecer uma sofisticação com conteúdo até mesmo para quem não conhece a obra desses mestres. É que os móveis desse ambiente são de uma beleza que, talvez intuitivamente, identificamos ser coisa nossa, mesmo sem saber da história que carregam. É assim com a perfeição da mesa pétala, de Jorge Zalzupin, autor também do instigante banco onda em frente ao claro e amplo sofá em linhas orgânicas. É assim também com a pequena poltrona estofada e em madeira, de Zanine Caldas, na gostosa Tonico, de Sérgio Rodrigues – acompanhada de duas mesinhas Maria Sem Vergonha, da Etel.

Para alinhavar a cena com perfeição, a eterna poltrona Alta, pufe e mesa lateral, tudo assinado por Niemeyer. Numa demonstração de que o tempo não para, nem o que é belo e bom está engessado em uma época, a dupla de arquitetas levou a contemporaneidade da cadeira cabrita, de Osvaldo Tenório para o ambiente e ainda utilizou na iluminação um instigante recorte de um círculo que se desloca em diagonal no teto. Tudo conversa com tudo, inclusive as obras de arte, de Gabriela Machado, Isaura Pena e os banquinhos, que são instalações de Zé Bento.


Estar da Kazza por Erika Steckelberg, Graziela Costa e Kívia Costa - credito: Jomar Bragança
Estar da Kazza por Erika Steckelberg, Graziela Costa e Kívia Costa - crédito: Jomar Bragança



No piso superior do palácio, Erika Steckelberg, Graziela Costa e Kívia Costa integraram estar, jantar, lareira e TV no ambiente batizado de Estar da Kazza valendo-se de uma programada fluidez e a leveza pontuada pela presença marcante do design mineiro e brasileiro contemporâneo. A base neutra das paredes dá ainda mais destaque a essa proposta e o painel em carvalho foi pensado como elemento em contraponto à Serra do Curral que, dali, pode ser amplamente admirada.

Nem mesmo o sofisticado franjão de seda, que perfaz toda a extensão da varanda, em uma criativa persiana obstrui a paisagem. O tapete, desenho das arquitetas, colabora na integração dos ambientes. Em posição estratégica, o jantar rente à janela tem mesa de seis lugares, cadeiras assinadas por Aristeu Pires e pendente de destaque. Dispostos em conjunto, grandes vasos de barro dão o toque de mineiridade, bem como a tela de Inimá de Paula, presa a fios invisíveis, que parece solta no espaço. O imenso sofá cinza claro do estar também foi desenhado pelas arquitetas e tem mesa de centro de Jáder Almeida ilustrada por uma escultura em madeira do mineiro José Bento.

Nesse ambiente, a poltrona ferrugem Underconstruction, de Pedro Franco compõem como elemento de destaque. Já na lareira e TV, o clima é bastante intimista, com três confortáveis poltronas. Criando uma noção de ambiente à parte e comungando do charme do bom design presente no todo, a poltrona em madeira e palhinha e pufe de Gustavo Bittencourt e o grande espelho circular unem o moderno ao contemporâneo e são pontos inevitáveis de convergência do olhar. Na iluminação, pontos focais discretos.

25ª CASACOR Minas Gerais
Quando: até 13 de outubro de 2019
Endereço: Palácio das Mangabeiras (Mangabeiras, Belo Horizonte - MG, 30210-120)
Horário de funcionamento: de terça à sexta de 15h às 22h/ Sábados e feriados, de 12h às 22h; Domingos de 12h às 19h.
Informações: http://www.casacor.abril.com.br
http://www.casacor.com
http://www.facebook.com/casacorminas
INSTAGRAM: @casacorminas



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