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08/08/2018

Espaços Pet tomam conta dos projetos arquitetônicos comerciais

Pensar em ambientes inclusivos para clientes com seus bichos de estimação configura um novo diferencial competitivo para os empreendimentos

Espaços Pet tomam conta dos projetos arquitetônicos comerciais


Espaço Pet Backerei - Asa Sul


Brasília, agosto de 2018 – Uma novidade começa a surgir em alguns estabelecimentos comerciais e está agradando a um público cada vez mais crescente: são os espaços pets em restaurantes, supermercados, escritórios e até shopping centers da cidade.

Esta tendência tem exigido dos profissionais de Arquitetura muita pesquisa e soluções práticas e inovadoras que agradem tanto aos empreendedores quanto aos clientes com seus bichos de estimação.

Na Guel Arquitetos, de Brasília, a demanda por projetos com esta característica vem aumentando. “A possibilidade de levar pets para os lugares permite que a experiência seja mais agradável e mais completa para os usuários que tem bichos de estimação. Assim, os donos de estabelecimentos foram percebendo que a liberação de pets aumentaria a permanência do cliente e, com isso, seria um conforto a mais para os consumidores que tem animais poderem sair para passear tranquilos sabendo que os bichinhos serão bem recebidos nas instalações com toda a estrutura que eles precisam”, afirma Elisa Fraga, arquiteta e sócia do escritório de Arquitetura.

Cães grandes ou pequenos podem alegrar um ambiente e ter contato com eles enquanto se faz as atividades do dia a dia pode gerar muitos outros benefícios. Além de satisfazer a clientela, permitir a presença de cães em estabelecimentos comerciais pode ser um método para melhorar o ambiente de trabalho dos funcionários de uma empresa, por exemplo. “Manter o funcionário feliz durante as atividades é uma questão muito importante para a produtividade e inúmeros estudos indicam que ter a presença dos animais no trabalho dos donos, apenas uma vez na semana, faz com que o nível de estresse caia drasticamente. A demanda do espaço pet acaba atendendo não só à clientela como aos donos e funcionários de estabelecimentos”, contextualiza a arquiteta.

Mas como inovar sem desrespeitar quem não gosta de bicho? Elisa é categórica, ao responder: “Sempre que projetamos um espaço pet, tentamos colocar em alguma extremidade do estabelecimento e/ou em áreas externas. Normalmente, usamos também um colchonete, uma grama sintética ou algo deste tipo, onde você delimita o espaço em que o pet é permitido ficar. Ele fica mais confortável, quentinho nos dias frios e não pega a sujeira do chão e, assim, consegue-se indicar para o cliente sutilmente onde é a área para os bichinhos”. E acrescenta: “Os mosquetões (argolas para prender as guias) na parede ou no chão próximo às mesas também são uma ótima pedida para manter o pet perto dos donos, não atrapalhando os clientes que não levam animais, e deixando os tutores dos bichinhos mais tranquilos por saberem que seus pets estão seguros”.

Em geral, os espaços são destinados a animais de todos os portes, mas como bom senso nunca é demais, é sempre importante levar em consideração as características do animal (se faz muito barulho, normalmente; se é grande mais ao ponto de precisar de um espaço mais amplo; entre outros).

Segundo Elisa, nem sempre existe uma pessoa responsável por cuidar dos animais nesse tipo de espaço. “Às vezes, o estabelecimento pode delegar a um funcionário para repor água e petiscos no espaço, mas, em geral, o cliente é responsável pelo seu animalzinho, e deve tomar todas as providencias para manter os espaços limpos e organizados”, contextualiza.

O último projeto conduzido pela Guel Arquitetos com esta característica foi a Backerei, padaria premium localizada na entrequadra 110/11 Sul, na Galeria Karim. “Os proprietários queriam um espaço moderno, aconchegante e acolhedor, capaz de receber os clientes e também seus pets. Além de harmônico, o ambiente ficou inclusivo e foi bastante elogiado no seu lançamento, no início deste ano”, finaliza a profissional.

Espaços Pet não podem deixar de ter:
  • Colchonete;
  • Grama sintética;
  • Mosquetões;
  • Potes de água (no caso de potes coletivos, eles devem ser abastecidos com água potável e fresquinha. A água deve ser trocada com frequência. Alguns locais adotam fontes, outros potes coletivos, e outros com potes individuais nas mesas);
  • Petiscos ou cardápio para os pets (o petisco representa o mimo. Mesmo que o pet não vá comer é sempre bom ser lembrado. Ter um cardápio especial para os pets também pode ser uma boa opção com comida natural e/ou ração);
  • Cata caca (recolhedor de fezes);
  • Cobertura para sol e chuva (no caso dos espaços ao ar livre é fundamental ter uma cobertura para os dias de chuva ou sol forte. Desta forma, as condições climáticas não limitam a visita dos clientes pets. Invista em ombrelones, toldo ou uma cobertura fixa).

  • SERVIÇO:
    Guel Arquitetos
    Tel: 61- 98213 3534/ 21- 99976 1070
    Site: http://www.guelarquitetos.com.br
    Redes Sociais: https://pt-br.facebook.com/guelarquitetos/
    Instagram: @guelarquitetos



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