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05/06/2018

Vidro: impactante e atemporal

Da antiguidade para a consagração nas obras de Mies Van Der Rohe. O vidro chega à arquitetura contemporânea como elemento icônico que confere beleza, plasticidade, tecnologia e agilidade aos projetos

Vidro: impactante e atemporal


Edifício Concórdia, projeto do escritório Dávila Arquitetura, é um exemplo da nova geração arquitetônica que tem o vidro como principal elemento. Foto: André Nazareth


O vidro faz parte da vida em sociedade há, pelo menos, seis mil anos. No início, o material era utilizado para fabricar pequenos objetos decorativos e coloridos e, muito depois, ainda na antiguidade, começou a ser aproveitado, cotidianamente, para produzir objetos utilitários e de design, sendo que muitos destes alcançaram um grande requinte visual e técnico.

Ao longo dos séculos, o vidro plano (em lâmina) foi sendo gradativamente adotado na construção civil por ser transparente e estável. Via-se ali uma oportunidade de trazer luz para dentro dos ambientes, sem que fosse necessário abrir as janelas. O ponto alto talvez tenha sido sua utilização nas catedrais góticas, onde pequenos pedaços de vidros coloridos formavam vitrais que, iluminados pela contraluz contavam histórias que encantavam a todos visualmente.

Com a chegada do século XX, técnicas de fabricação mais apuradas trouxeram vidros planos mais uniformes, mais transparentes e até mesmo decorados e eles passaram a desempenhar o papel de protagonistas da arquitetura, trazendo inúmeras possibilidades estéticas. O chamado “Estilo Internacional”, que teve como um de seus expoentes o arquiteto alemão Mies Van Der Rohe, espalhou pelo mundo os prédios envidraçados que o modernismo explorou em todas suas possibilidades.

A possibilidade do uso de lâminas de maiores dimensões, aliada à disponibilidade de esquadrias mais modernas, cada vez mais delgadas e discretas, confere ao vidro um verdadeiro protagonismo na arquitetura contemporânea e um exemplo disso é o emblemático e recém-inaugurado edifício Concordia Corporate, no Vila da Serra, projetado pelo escritório Dávila Arquitetura. A edificação envidraçada reúne qualidades técnicas e estéticas que se fazem presentes nessa nova geração arquitetônica.

De acordo com o arquiteto Afonso Walace, designer leader do projeto, a solução plástica do Concordia só foi possível com a utilização do vidro. “O volume minimalista do Concordia é na verdade o resultado de uma geometria complexa. A planta de cada pavimento, que se assemelha a uma ‘estrela’, vai se modificando a cada piso. Além disso, uma fenda é definida no encontro dos diferentes planos de cada fachada e o resultado é um volume ao mesmo tempo minimalista e visualmente sofisticado” ressalta.

Segundo o profissional, a importância do vidro para empreendimentos como o Concordia está em sua versatilidade, maneabilidade e capacidade de atender aos mais variados requisitos. “Um mesmo material, como o vidro que especificamos para o Concordia, é capaz de atender a várias demandas contemporâneas – da necessidade de se privilegiar a iluminação natural, à capacidade de resguardar a temperatura interna, com reflexos econômicos no uso de ar-condicionado. Isto para não falar na segurança dos usuários e na facilidade e economia de manutenção ao longo da vida útil do empreendimento”, descreve Afonso.

Outra vantagem do uso do vidro em edifícios contemporâneos, como o Concordia, tem a ver com a industrialização da construção, algo que ainda está engatinhando no Brasil. Segundo Afonso, a fachada do edifício foi pré-montada em fábrica, em módulos de esquadrias que chegavam prontos à obra, com os vidros laminados já montados. Depois, os módulos eram içados e montados diretamente na estrutura metálica do edifício. “A velocidade construtiva que as novas tecnologias relacionadas ao vidro permitem é impressionante. Tudo isso impacta positivamente na qualidade do acabamento, nos custos da obra e no prazo de entrega”, afirma.

O arquiteto da Dávila sustenta que as vantagens plásticas do uso do vidro na arquitetura só fazem sentido porque em sua versão moderna, o material atende, primeiramente, a questões construtivas e também às questões técnicas relacionadas ao conforto ambiental e à sustentabilidade. Não obstante, a plasticidade do vidro é uma característica muito importante. “A arquitetura tem tanto um papel funcional quanto o de agregar valor estético aos locais onde está inserida. Ao nosso ver, o Concordia, é um volume agradável de ser observado. Ao mesmo tempo é discreto e ‘minimal’, mas também instigante. De quebra, reflete suavemente o céu, as montanhas e o verde do entorno, dependendo do ponto de vista. E o vidro foi fundamental na solução”, encerra Afonso Walace.



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